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Doença renal crônica
O que é ?
Segundo a KDIGO 2024, a Doença Renal Crônica (DRC) é definida como a presença de anormalidades na estrutura ou na função dos rins por, no mínimo, 3 meses, com implicações para a saúde do indivíduo.
Quais são as causas?
As principais causas de Doença Renal Crônica (DRC) são diabetes mellitus e hipertensão arterial, além de glomerulopatias, doenças renais hereditárias (como doença renal policística), pielonefrite/infecções urinárias recorrentes, doenças autoimunes (como lúpus), obstrução crônica do trato urinário e exposição prolongada a medicamentos ou substâncias nefrotóxicas.
Qual a fisiopatologia?
Na Doença Renal Crônica (DRC) ocorre perda progressiva dos néfrons, fazendo com que os néfrons restantes aumentem sua filtração (hiperfiltração compensatória). Com o tempo, essa sobrecarga provoca lesão glomerular, fibrose e maior perda de néfrons, reduzindo progressivamente a taxa de filtração glomerular (TFG). A diminuição da função renal causa retenção de sódio e água → edema e hipertensão; acúmulo de ureia e toxinas → náuseas, vômitos, perda de apetite, prurido e confusão; menor produção de eritropoetina → anemia, cansaço e fraqueza; retenção de ácidos e potássio → acidose metabólica, fraqueza e risco de arritmias; e redução da ativação da vitamina D com retenção de fósforo → hipocalcemia, hiperparatireoidismo secundário e alterações ósseas.
Qual o tratamento?
Segundo a KDIGO 2024, o tratamento da Doença Renal Crônica (DRC) tem como objetivo retardar a progressão da perda da função renal e prevenir complicações cardiovasculares. Inclui controle da pressão arterial e do diabetes, redução do consumo de sódio, atividade física e cessação do tabagismo; IECA ou BRA principalmente nos pacientes com albuminúria; e inibidores de SGLT2 em pacientes elegíveis, inclusive muitos sem diabetes. Também devem ser tratadas complicações como anemia, acidose metabólica, hipercalemia e distúrbio mineral e ósseo.
Nos casos de falência renal avançada, quando clinicamente indicado, considera-se terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. O tratamento é individualizado conforme TFG, grau de albuminúria, causa da DRC e comorbidades.
Como funciona o diagnóstico?
O diagnóstico da Doença Renal Crônica (DRC) é estabelecido pela presença, por ≥ 3 meses, de TFG < 60 mL/min/1,73 m² e/ou de marcadores de lesão renal, mesmo com TFG ≥ 60, como albuminúria (RAC ≥ 30 mg/g), alterações no sedimento urinário, distúrbios eletrolíticos decorrentes de doença tubular, alterações histológicas ou estruturais em exames de imagem ou história de transplante renal. A avaliação inclui principalmente creatinina sérica com estimativa da TFG e relação albumina/creatinina urinária (RAC).
Fontes
O diagnóstico da Doença Renal Crônica (DRC) é estabelecido pela presença, por ≥ 3 meses, de TFG < 60 mL/min/1,73 m² e/ou de marcadores de lesão renal, mesmo com TFG ≥ 60, como albuminúria (RAC ≥ 30 mg/g), alterações no sedimento urinário, distúrbios eletrolíticos decorrentes de doença tubular, alterações histológicas ou estruturais em exames de imagem ou história de transplante renal. A avaliação inclui principalmente creatinina sérica com estimativa da TFG e relação albumina/creatinina urinária (RAC).
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